A sorte do jabuti

Antes de chover, as nuvens se fecham e, devido às descargas elétricas provocadas entre as colisões entre elas, surgem os relâmpagos, que são aqueles clarões que vemos no céu. Como a luz é mais rápida que o som, a tendência é que escutemos o trovão (o barulho) somente depois de certo tempo. Enquanto isso, as gotas começam a cair em forma de pingos finos (os chuviscos), que aos poucos vão ganhando mais intensidade, até finalmente chegar a chuva e, nos caos mais extremos, os grandes temporais, até que o fenômeno vá aos poucos perdendo a força e, aos poucos, o processo comece a se reverter.

Como se pode perceber, existe um processo, ou em outras palavras, um preparo, para que tal fenômeno possa ocorrer: primeiro acontece uma coisa, depois outra, depois outra, até que as diversas combinações resultem em acontecimentos que vão gerar outros resultados, etc. É assim que se dá o nosso desenvolvimento, em particular, no âmbito profissional. Nele, ajudamos pessoas a resolver os seus problemas partir das nossas habilidades, sejam elas advindas do nosso conhecimento empírico, da simples observação ou até mesmo de constantes treinamentos e claro, principalmente, através prática. Assim como a chuva, as nossas habilidades nada mais são do que conjunto de ações que provocam uma série de transformações – na nossa vida e na do próximo.

Como o propósito aqui é incentivar as boas práticas, saiba que é a partir das suas habilidades individuais de gerar transformações que o ser humano pode contribuir positivamente para um mundo melhor. Quanto mais pessoas tiverem a necessidade de serem ajudadas por você, maior vai ser o número de pessoas que você vai precisar para lhe representar quando você não tiver condições de estar presente em todos os lugares e em todas as situações. É daí que nascem as empresas, é daí que nascem os empregos – um conjunto de pessoas que se dispõem em ajudar outras pessoas nos problemas delas, ou pelo menos, em parte deles – e , na verdade, antes mesmo do empreendedorismo estar relacionado a atividades de cunho empresarial, ele tem, sobretudo, finalidade social, conforme já falado no artigo Empreendedorismo (nada) Empresarial.

Não pense que é só com você, ou na sua profissão, ou na sua cidade ou no nosso país que acontece. Sempre vai ter alguém, até então, tido como incapaz ou despreparado para estar onde está, ter o que recebeu ou ser o que é. Conforme já falado em “O azar do sortudo”, o indivíduo agraciado apenas por sorte e não por competência não conseguirá manter a tal posição por muito tempo: na certa, mais cedo ou mais tarde ele ganhará tudo que perdeu (exemplo: obesos que ganham uma redução bariátrica e depois voltam ao que eram) ou perderá tudo que ganhou (exemplo: pessoas sem instrução financeira que ganham na loteria e depois voltam à pobreza).

Pode até ser difícil conviver boa parte do seu tempo com pessoas que realmente se valeram da sorte e até mesmo de recursos ilegais para estarem onde estão, no entanto, mais do que viver pelos cantos se lamentando, você precisa deixar de se vitimizar e começar também a mostrar os seus Resultados, pois muitos casos não basta apenas você “ser”, você também precisa “parecer ser”.

Por esse motivo, permita-se ser também egoísta e empenhe-se em fazer o seu melhor naquilo que VOCÊ quer e já é, não no que OS OUTROS querem para você. Em outras palavras, o coitado do jabuti não tem aptidão para subir em árvore. Não é lá que ele desenvolve o potencial dele. Se ele estiver lá, pode acreditar: alguém o colocou lá!

Mas pensando bem, sem desmerecer o animal, você é bem mais que um jabuti, né?
Faça, que acontece!

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