O que nunca vão dizer a você no mercado de trabalho

No meu curso gratuito eu mostro que pior do que não ter emprego é ser verdadeiramente capacitado para atuar no mercado de trabalho e não ter oportunidade numa empresa. Mas pensando bem…quem foi que disse que você precisa de uma empresa ou emprego para ter oportunidade. Veja se você se identifica com este artigo.

Praticamente 13 anos para concluir o Ensino Médio; dependendo do curso, mais 4 ou 8 na universidade para, somente assim, conseguir a tal “independência” e se ver…desempregado! A ânsia para encontrar uma vaga nos Classificados passa a se tornar um constante e frustrante hábito dominical: “não há vagas” ou “não tenho o perfil”. Cursos, palestras, seminários, especializações e etc. são feitos para serem inclusos no currículo; os que têm o corpo furado já abandonaram o piercing; os de cabelos longos já sacrificaram seus fios no cabeleireiro; os baladeiros agora vivem em casa para economizar; os ateus já trataram se converter a uma religião e por aí vai, tudo na esperança de alguma vaga no tal mercado de trabalho com uma Carteira assinada. Assim, será possível ter os direitos para férias e uma boa aposentadoria ao envelhecer!

Bom, no curso gratuito do Enfim Desempregado eu falo sobre uma coisa que já virou até clichê, mas cara…na boa… a cada seis meses, centenas de milhares de pessoas “capacitadas” são colocadas no mercado de trabalho. Os políticos prometem mais emprego, as demissões aumentam e as coisas parecem não caminhar; o desespero bate e, como não tem nenhuma empresa oferecendo a oportunidade de implantar o que se aprendeu na faculdade, qualquer coisa vale: ser vendedor no bate-palma da Marechal Deodoro[1], faxineiro de boate, cabeleireiro, taxista, vendedor de crédito para celular e daí em diante. Não estou aqui no intuito de criar um sentido pejorativo para as profissões acimas mencionadas, pois todo trabalho remunerado e honesto tem o poder de tornar digno o ser humano, mas sim de chamar a atenção daqueles que se formam numa instituição de Ensino Superior e dependem exclusivamente de uma empresa para poder mostrar o seu trabalho. Vou usar integralmente uma passagem do livro “O Segredo de Luísa”, de Fernando Dolabela, que diz o seguinte:

“Pior que o desemprego é a ‘síndrome do empregado’ criada pelas nossas universidades, pela nossa cultura e que significa alguém somente preparado para executar o que outros criaram. Ele sabe como fazer, mas somente isso. Não sabe por que fazer, quando fazer e não sabe definir o que fazer. Esta figura está em extinção”

Talvez a herança cultural deixada por nossos genitores seja a responsável por essa cultura de trabalhar pelo emprego. Mesmo alguns professores aprenderam que ter um emprego é a “única” forma que se tem de trabalhar, esquecendo que as mesmas empresas que não abrem espaço para eles trabalham praticamente com o mesmo tipo de “coisa” que eles mesmos podem trabalhar: PESSOAS! Pessoas essas que têm ânsias, desejos, vontades, necessidades e vaidades: coisas que independem da existência de uma empresa para existir, ou melhor, dependem apenas de outras pessoas para assim fornecer algo que consiga suprir aquele “vazio” existente nelas. Ora, uma empresa é feita, acima de tudo, por pessoas que atendem outras pessoas e lucram com isso. Por que motivos então, uma pessoa se sente impedida de atender e lucrar honestamente com outras pessoas? –> Leia mais no artigo “Pessoas Ajudam Pessoas”

Está na hora de revermos certos conceitos que a nós foram passados como “verdade absoluta”: você não precisa necessariamente de um emprego para tranuncio curso gratuito aabalhar. Você apenas precisa saber fazer algo, algo que possa melhorar a vida das pessoas, que esteja dentro do que a sociedade entenda como legal e legítimo. Em suma, para servir pessoas você precisa apenas de pessoas. E ser uma pessoa!
Faça, que acontece!

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[1] Famosa Rua do Centro de Manaus, onde os vendedores disputam a atenção dos clientes batendo palmas.

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